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2 semanas atrás

João Guilherme Ripper

Retorno às temporadas artísticas da OSESP em 2020 convidado por Arthur Nestrovski a criar a mini-ópera "Cartas Portuguesas", baseada nas cartas de amor de Marianna Alcoforado, freira do convento de Beja, publicadas pela primeira vez em Paris em 1669. "Cartas Portuguesas" será apresentada dias 27, 28 e 29 de agosto na Sala São Paulo com a soprano Camila Titinger no papel de Marianna, direção cênica de Jorge Takla e regência do maestro português Pedro Neves. Nos dias 6 e 7 de novembro, o espetáculo sobe ao palco da Gulbenkian em Lisboa com regência do finlandês Hannu Lintu. ... See MoreSee Less

Retorno às temporadas artísticas da OSESP em 2020 convidado por Arthur Nestrovski a criar a mini-ópera Cartas Portuguesas, baseada nas cartas de amor de Marianna Alcoforado, freira do convento de Beja, publicadas pela primeira vez em Paris em 1669.  Cartas Portuguesas será apresentada dias 27, 28 e 29 de agosto na Sala São Paulo com a soprano Camila Titinger no papel de Marianna, direção cênica de Jorge Takla e regência do maestro português Pedro Neves. Nos dias 6 e 7 de novembro, o espetáculo sobe ao palco da Gulbenkian em Lisboa com regência do finlandês Hannu Lintu.

 

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Que bom.As cartas são umas jóias e com certeza serão uma maravilhosa miniópera! Acabei de chegar de lá e o espaço Gulbenkian continua o que há de melhor!

Excelente!!!

Excelente.Esperamos por suas belíssimas obras.

Eleusa Mancini, olha! 😍

Vamos Clovis Marques????

Maravilha Ripper

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4 semanas atrás

João Guilherme Ripper

A Cia. Minaz de Ribeirão Preto apresenta a ópera “O Diletante” nos dias 28 e 29 de setembro. O maestro Abel Rocha é o Diretor Artístico Artístico e André Cruz assina a Direção Cênica. ... See MoreSee Less

A Cia. Minaz de Ribeirão Preto apresenta a ópera “O Diletante” nos dias 28 e 29 de setembro. O maestro Abel Rocha é o Diretor Artístico Artístico e André Cruz assina a Direção Cênica.

 

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Falta-me conhecer esta sua ópera... Sucesso! Beijinhos

1 mês atrás

João Guilherme Ripper

A querida amiga Sara Fonseca trouxe hoje ao FB uma lembrança inesquecível: a produção em 2014 da ópera "Onheama" no Festival Terras Sem Sombra no Alentejo, Portugal, graças ao convite que recebi de Sara, do Diretor Artístico Juan Angel Vella del Campo e do Diretor Geral José António Falcao. Foi um privilégio contar com o Coro e da Orquestra do Teatro Nacional de São Carlos, coordenados pelo incansável Nuno Pólvora, e com os maravilhosos solistas Carla Caramujo, Inez Simões, Marcos Alves dos Santos, Nuno Pereira e a menina Carolina Andrade.
A Direção Musical foi assinada pelo maestro brasileiro Marcelo de Jesus, a Direção Cênica foi do argentino Claudio Hochman. O genial Miguel Costa Cabral fez a Direção de Arte com elementos locais: construiu a cenografia com cascas de Sobreiro, árvore típica do Alentejo que dá a cortiça. Os figurinos foram confeccionados por atersãs da cidade de Serpa com tecido rústico tingido com café. E assim, construimos uma Amazônia Aletejana ou um Alentejo Amazônico, tanto faz, desde que a ópera "Onheama" continue a ser ouvida como um grito pela salvação de nossas florestas.

Terras sem Sombra
Diz o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências da Verbo, na página 1734 o seguinte sobre a palavra "festival" :
... 1. Festa de grandes dimensões; grande divertimento. ....

De facto é este o melhor significado que encontramos para :

12.ª edição do Festival Terras Sem Sombra 2016
VI Concerto - 21 de Maio de 2016
Cineteatro Municipal de Serpa

ONHEAMA

Opera de João Guilherme Ripper

Coordenação-geral de Nuno Pólvora.

Direcção Musical: Marcelo de Jesus

Encenação de Claudio Hochman, cenografia e figurinos de Miguel Costa Cabral, coreografia/bailarino de Yonel Castilla, direcção de cena de Sara Maria Teixeira.

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos sob a direcção de Giovanni Andreoli
Coro Juvenil do Instituto Gregoriano de Lisboa sob a direcção de Filipa Palhares,
Grupo de Teatro da Escola Secundária de Serpa, (En)cena

Solistas :
Carolina Andrade, Carla Caramujo, Inês Simões, Marco Alves Dos Santos e Nuno Pereira.

Os figurinos foram feitos por duas mulheres extraordinárias: Gertrudes Penúria e Fátima Mestre.

Um agradecimento muito especial a uma mulher que é extraordinária e que nos permitiu resolver muitas questões e muito trabalhou, Margarida de Araujo e ao Luis Mira Coroa que desde o primeiro minuto nos deu o material mais importante desta ópera, cortiça.

"Festival Terras sem Sombra valoriza os recursos naturais e dá a conhecer um território que sobressai pelos valores ambientais, culturais e paisagísticos e que apresenta, em termos patrimoniais, tanto do lado da cultura como da biodiversidade, um dos melhores índices de preservação da Europa. Nesta comunhão de valores, introduz no seu programa para 2016 – o ano em que celebra a 12.ª edição – uma ópera infanto-juvenil com uma mensagem ecológica, tendo como pano de fundo a temática amazónica, mas remetendo para uma perspectiva mais alargada, pois os problemas que afectam a natureza não conhecem fronteiras. Onheama, a famosa ópera em três actos de João Guilherme Ripper, sobe à cena no Teatro Municipal, em Serpa, a 21 e 22 de Maio, às 21h30 e 16h00, respectivamente, com entrada livre, sujeita à lotação desta sala.

Inspirada no poema A Infância de Um Guerreiro, de Max Carphentier, Onheama significa eclipse em língua tupi. A mitologia dos povos indígenas de algumas das principais regiões da Amazónia interpreta o eclipse como a acção maléfica de Xivi, a terrível onça celeste, que devora Guaraci, o Sol, e, insaciável no seu afã consumidor, sai depois à caça das estrelas e de Jaci, a Lua. No dia em que Xivi conseguir engolir tudo o que reluz no céu e saciar a sua fome tremenda, o mundo acabará. Somente um guerreiro corajoso e de coração puro como Iporangaba poderá salvar a Amazónia e o planeta (que dela depende) do terrível monstro. Por fim, triunfa a luz; triunfa, afinal, a própria vida.

A peça de João Guilherme Ripper, um dos mais importantes autores musicais brasileiros dos nossos dias – compositor, director de orquestra, professor e presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro –, estreou em 2014, no Festival Amazonas, de Manaus, com grande êxito, e foi reposta no ano seguinte, atingindo, de novo, enorme sucesso. Faz já parte da história do célebre Teatro Amazonas, a “casa da ópera” em Manaus, mas nunca foi apresentada na Europa, o que é uma lacuna digna de nota.

Trata-se de uma ópera dos nossos dias, com um alcance sociológico notável, ao integrar o público infanto-juvenil entre os possíveis espectadores – e, evidentemente, ao promover a criação de novos públicos. A parceria na realização do espectáculo com o Teatro Nacional de São Carlos e o Município de Serpa sublinha ainda mais o repto desta aventura musical, que conta com o envolvimento da comunidade artística e educativa local, com destaque para o Grupo de Teatro da Escola Secundária de Serpa, (En)cena, e a escultora Margarida de Araújo. A cidade da margem esquerda do Guadiana abre as portas do seu teatro – o que trouxe nova vida a este espaço, que aguardava por melhores dias – a uma experiência, no mínimo, surpreendente.

Mas a presente aventura estende-se também à construção local de toda a ópera, cuja encenação é da responsabilidade de um dramaturgo argentino que trabalha em Portugal, Claudio Hochmann. A cenografia e os figurinos devem-se a Miguel Costa Cabral que, tal como os outros produtores, tem vivido nos últimos meses em Serpa. A coreografia foi concebida pelo criador cubano Yonel Castilla, também muito activo no meio artístico português. Os figurinos são elaborados pelaOficina do Traje, uma academia sénior que já produziu os trajes para o corso histórico e etnográfico da cidade. Quanto aos cenários e adereços, serão construídos nas oficinas da Câmara Municipal e em pequenas empresas da região.

Entre os protagonistas, mais de centena e meia de pessoas, incluindo dispositivos do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, do Coro Juvenil do Instituto Gregoriano de Lisboa e da Orquestra Sinfónica Portuguesa, a que se juntam crianças e jovens das escolas de Serpa. A direcção musical corre a cargo do reputado maestro brasileiro Marcelo de Jesus e o elenco dos solistas reúne algumas vozes de referência da cena operática do nosso país: Carla Caramujo, Inês Simões, Marco Alves dos Santos, Nuno Pereira e Carolina Andrade.

A incorporação dos produtos locais constitui outra das prioridades do Festival Terras sem Sombra. No caso de Onheama, tudo gira em torno do sobreiro, a árvore nacional portuguesa, e da cortiça, visto o montado constituir uma das principais riquezas do Baixo Alentejo. De cortiça são o Sol e a Lua que presidem a momentos-chave da acção dramática; e a mesma matéria-prima, aclimatada a outras geografias e a outros contextos culturais, encontra-se presente em toda a cenografia, o que é uma forma de a universalizar. O seu potencial plástico, aliás, não deixou de surpreender os artistas convidados pelo Festival.

Serpa, localidade emblemática da Margem Esquerda do Guadiana, recebe com alvoroço a iniciativa. Das associações locais à Santa Casa da Misericórdia, passando pelas empresas e pelas famílias, as “forças vivas” do concelho movimentam-se. Entretanto, enquanto se aguarda a sua apresentação no Alentejo, a ópera “brasileiro-alentejana” parece fadada a nascer com boa estrela: algumas dezenas de melómanos estrangeiros já reservaram alojamento na zona e jornalistas de alguns dos principais meios de comunicação social de Brasil, Espanha e Itália solicitaram acreditações. Mas a melhor notícia é o interesse demonstrado pelos Teatros del Canal, de Madrid, e pela Ópera de Bilbau em poderem vir a acolher esta produção de Onheama, após a sua estreia europeia em Serpa, nos respectivos palcos."
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